David Drew Zingg

David Drew Zingg  foi um fotógrafo americano bastante conhecido no cenário cultural brasileiro entre as décadas de 1960 e 1980. David nasceu em New Jersey e estudou história e literatura na Universidade de Columbia (NY) onde depois viria a lecionar jornalismo. Trabalhou para a NBC e se ofereceu para servir a força aérea americana durante a II Guerra Mundial, indo para a Inglaterra.

Após a II Guerra, já em NY, David trabalhou para várias revistas como Vogue, GQ, Harper’s Bazaar, Esquire, Life, Sports Illustrated, Interview e os jornais New Yorke Times e Sunday Times. David se apaixonou pelo Brasil quando veio ao nosso país como membro da Buenos Aires-Rio Ocean Race, um evento ao qual ele também cobriu para a Sports Illustrated.

Foi paixão a primeira vista. David se encantou com o Brasil e acabou se mudando para o país onde viveu por 40 anos, até a sua morte em 2000. Por aqui, David fotografou a construção de Brasília, a Bossa Nova e cobriu o Cinema Novo e o movimento underground de SP. Além disso, foi responsável por algumas famosas capas de discos nacionais. David trabalhou, também, como colunista para a Folha de São Paulo, sua coluna chamava-se “Tio Dave”.

David Drew Zingg morreu em 28 de julho de 2000, em São Paulo.

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Elke Maravilha, 1975

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Lambe-lambe, 1960 (Brasília – DF)

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Caymmi e Vinicius

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Vinicius

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Rio de Janeiro

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Barbra Streisand, 1962

Caetano Veloso 1968

Capa: Rogério Duarte Foto: David Drew Zingg

John F. Kennedy and Jackie Kennedy

John F. Kennedy e Jackie Kennedy

Leila Diniz, 1971David Drew ZinggRealidade 61

Leila Diniz, 1971

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Leila Diniz, 1971

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Chico Buarque e Gilberto Gil na Passeata dos Cem Mil, 1968

Pixinguinha, Dorival Caymmi, Vinicus de Moraes, Tom Jobim e Baden Powell - David Drew Zingg para a revista Realidade, 1966

Pixinguinha, Dorival Caymmi, Vinicus de Moraes, Tom Jobim e Baden Powell – David Drew Zingg para a revista Realidade, 1966




Alberto Korda

Alberto Korda foi um fotógrao cubano que iniciou a carreira fotográfica clicando casamentos, festas e batismos. Tempos depois, ele abriria seu próprio estúdio, dedicando-se à fotografia publicitária e de moda. Segundo ele, dedicou-se a este ramo para conhecer mulheres bonitas e, por causa do trabalho, acabou casando com uma modelo.

Alberto Korda aliou-se à Revolução Cubana e à Fidel Castro quando, em suas “perambulações” fotográficas, viu uma menina fazendo uma saia de papel para um pedaço de madeira que a menina fingia ser uma boneca. A cena de pobreza comoveu Korda que aliou-se aos ideais de justiça da Revolução. Esse foi o primeiro passo de Korda para se tornar um dos fotógrafos mais importantes de todos os tempos. Korda foi o responsável por uma das fotografias mais marcantes e mais vistas de todo o mundo. O famoso retrato do revolucionário Che Guevara -Guerrillero Heroico- foi tirado por Korda quando este estava presente em uma homenagem às vítimas de uma explosão de barco que matara 136 pessoas. Korda imortalizou o olhar idealista de Che e também a sua figura. A foto foi reproduzida por todo o mundo após a morte de Che (inclusive por Andy Warhol) e graças à ela a Che pode se tornar imortal, como um messias da grande Revolução Cubana.

Korda nunca recebeu direitos autorais pela foto de Che. Para ele, o importante era ajudar a revolução a se expandir e ganhar força, e não ganhar dinheiro. Korda nos mostra como a fotografia pode servir para grandes fins e como ela é importante. La fotografía es un arma de lucha.