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Dia Internacional da Mulher

Mais um dia para lembrar que todas as mulheres – de todas as etnias, cores, orientação sexual, idades, classes sociais, sejam elas cis ou trans - ,TODAS NÓS, merecemos respeito. Essa não é uma data em que nós mulheres queremos roupa, sapato, maquiagem, flores e eletrodomésticos. Essa é uma data para reafirmar que mulheres são seres-humanos e que a luta por respeito e igualdade acontece todos os dias. Feliz dia internacional da mulher!

Nina Simone por David Redfern

Nina Simone por David Redfern

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O que as pessoas pensam sobre as mulheres? O Google responde

As imagens abaixo fazem parte de uma campanha das Nações Unidas pelo direito das mulheres (UN Women) que foi concebida por Memac Ogilvy & Mather Dubai.  Elas mostram os resultados mais comuns quando procuradas no google as palavras women + should/cannot/need (mulheres + deveriam/podem/precisam).

Para quem acha que igualdade de gênero já existe ou, pior, não é necessária, aqui vão alguns dados do Mapa da Violência no Brasil (2012):

Nos 30 anos decorridos a partir de 1980 foram assassinadas no país perto de 91 mil mulheres, 43,5 mil só na última década. O número de mortes nesses 30 anos passou de 1.353 para 4.297, o que representa um aumento de 217,6% – mais que triplicando – nos quantitativos de mulheres vítimas de assassinato.

Não compactuem com a misoginia e o machismo. Mulheres merecem respeito.

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Mulheres não deveriam ter direitos/trabalhar/votar/lutar boxe.
Embaixo: Mulheres não deveriam mais sofrer discriminação.

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Mulheres não podem dirigir, ser bispas, ser confiadas, falar na igreja.
Embaixo: Mulheres não podem aceitar o jeito que as coisas são/estão.

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Mulheres deveriam permanecer em casa, ser escravas, estar na cozinha, não falar na igreja.
Embaixo: Mulheres deveriam ter direito a fazer suas próprias escolhas.

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Mulheres precisam ser postas em seus lugares, saber seu lugar, ser controladas, serem disciplinadas.
A frase embaixo diz: Mulheres precisam ser vistas como iguais.

Fonte: UN Woman.

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13 de maio

foto por Pierre Verger

foto por Pierre Verger

Foi assim que chegamos ao 13 de maio de 1888, quando negros de todo o País – pelo menos nas regiões atingidas pelo telégrafo – puderam comemorar com euforia a liberdade recém-adquirida, apenas para acordar no dia 14 com a enorme ressaca produzida por uma dúvida atroz: o que fazer com esse tipo de liberdade? Para muitos, a resposta seria permanecer nas mesmas fazendas, realizando o mesmo trabalho, agora sob piores condições: não sendo mais um investimento, e sem qualquer proteção na esfera das leis, o negro agora era livre para escolher a ponte sob a qual preferia morrer. Sem terras para cultivar e enfrentando no mercado de trabalho a competição dos imigrantes europeus, em geral subsidiados por seus países de origem e incentivados pelo Governo brasileiro, preocupado em branquear física e culturalmente a nossa população, os brasileiros descendentes de africanos entraram numa nova etapa de sua via crucis. De escravos passaram a favelados, meninos de rua, vítimas preferenciais da violência policial, discriminados nas esferas da justiça e do mercado de trabalho, invisibilizados nos meios de comunicação, negados nos seus valores, na sua religião e na sua cultura. Cidadãos de uma curiosa “democracia racial” em que ocupam, predominantemente, lugar de destaque em todas as estatísticas que mapeiam a miséria e a destituição.

via (Abdias Nascimento: 13 de maio uma mentira cívica)