Um Diário Russo

capa e steinbeck

Capa e Steinbeck, 1947

“Por fim cheguei a uma conclusão do que poderia fazer na Rússia. Poderia fazer um relato minucioso de uma viagem. Um diário de viagem. Isto é, algo que ainda não foi feito. É o tipo de coisa pela qual as pessoas se interessam. É algo que está ao meu alcance e talvez fizesse bem e poderia ser útil”. (John Steinbeck)

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Fotos nunca antes vistas do protesto na Praça da Paz Celestial

No 4 de junho de 1989, o governo chinês colocou fim aos dois meses de ocupação estudantil da praça central da capital, Pequim, graças a uma violenta intervenção militar, que provocou a morte de mais de 2 mil pessoas e deixou outros milhares de feridos, segundo dados da Cruz Vermelha chinesa. (BBC)

Após 25 anos, o massacre da Praça da Paz Celestial, ainda é tema censurado pelo governo Chinês. O jornalista Terril Yue Jones estava no local durante o protesto e recentemente compartilhou algumas fotos nunca antes vistas desse acontecimento histórico. As fotos podem ser vistas em Viewfinder: 1989 in Tiananmen Times Square36vV6Tm8QrehnxgMG188_19890500.Tiananmen 32 Continuar lendo

O dia na vida de cosplayers

Cosplayers fotografados em suas casas pelo fotógrafo austríaco Klaus Pichler.

“Quem nunca teve o desejo de ser outra pessoa por um tempo? Vestir-se é uma maneira de criar um alter ego e uma segunda pele na qual o seu comportamento pode ser ajustado. Independentemente dos fatores que motivam alguém a adquirir um traje, o princípio fundamental permanece o mesmo: os passos de civis por trás da máscara e se transformar em outra pessoa. ‘Just the Two of Us’ lida com ambos: os trajes e as pessoas por trás deles “, escreve Klaus em seu site.

Just the two of us, Klaus Pichler, 2013 Continuar lendo

Watts em 1966

Quando em 11 de agosto de 1965, Marquette Frye, um jovem afro-americano,  foi parado por um policial que o acusava de dirigir embriagado, uma revolta tomou conta das ruas de Watts, distrito de Los Angeles. O policial, Lee Minikus, abordou Frye e passou um rádio para que o seu carro fosse apreendido. O irmão de Marquette, Ronald, que estava no carro, caminhou até sua casa nas proximidades, trazendo sua mãe de volta com ele. Policiais de apoio chegaram e tentaram prender Frye usando força física para dominá-lo. À medida que a situação se intensificava, uma multidão de moradores locais se aglomerava para observar a situação,  passando a gritar e a arremessar objetos nos policiais. A mãe e o irmão de Frye lutaram com os oficiais e foram presos junto com Marquette. Após a prisão dos Frye, a multidão continuou a crescer. A polícia foi para o local tentar controlar a situação, mas foram atacados novamente. Naquela noite, 29 pessoas foram presas. 584x680xwatts.jpg.pagespeed.ic.XUDPlLpPoS

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Thomas Billhardt

Hoje me deparei pela primeira vez com o trabalho do fotógrafo Thomas Bilhardt e foi amor a primeira vista. E se você gosta de história e também nunca tinha visto o trabalho dele, vai se apaixonar como eu.

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Retratos mostram crianças afegãs refugiadas no Paquistão

O fotógrafo Muhammed Muheisen fotografou recentemente uma série de retratos de crianças afegãs em uma favela nos arredores de Islamabad (Pasquistão). ” A sua vida difícil fazem eles parecer mais velhos e reagirem como pessoas idosas “, disse Muheisen , “mas sua inocência está ali em seus olhos”. Os meninos e meninas fotografados por Muheisen são apenas alguns dos milhões de refugiados afegãos que vivem no Paquistão.

“Eu queria [ fotografar] eles para mostrar o que eu vejo cada vez que passo por essas favelas “, disse Muheisen . ” Ao retratar cada criança , ao invés de serem chamadas de ‘O menino e a menina afegãs refugiados’, eles serão chamados e lembrado por seus nomes”. (via LightBox).

Gul Bibi Shamra, 3

Gul Bibi Shamra, 3

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O fotógrafo pessoal de Hitler

“O futuro pertence a fotografia colorida”. Essa foi a frase dita por Hitler ao ver pela primeira vez as fotos tiradas por Hugo Jaeger, seu fotógrafo pessoal. Jaeger acompanhou Hitler e o alto escalão nazista em viagens, comícios, festas e reuniões privadas durante as décadas de 1930 e 1940.

Com a proximidade do final da II Guerra Mundial, o fim para Jaeger e suas fotos também parecia chegar. Em 1945, quando ele se viu frente a frente com alguns soldados americanos em uma pequena cidade a oeste de Munique, temeu que suas fotos fossem descobertas e, pior, sua relação com os nazistas. Naquele ano, durante uma busca na casa onde Jaeger estava hospedado, soldados americanos encontraram a mochila de couro em que fotógrafo pessoal do Führer tinha escondido, literalmente, milhares de slides coloridos. Mas o que aconteceu depois disso surpreendeu Jaeger.

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Camilo José Vergara

Camilo José Vergara (nascido em 1944) é um fotógrafo, escritor e documentarista chileno que vive e trabalha em Nova York.
Começando na década de 1970, Vergara documenta bairros violentos e decadentes de Nova Iorque de 1970 a 1973. Também aplica a técnica de refotografia a uma série de cidades americanas, fotografando os mesmos edifícios e bairros a partir do mesmo ponto de vista em intervalos regulares para capturar as alterações ocorridas ao longo do tempo. Sua formação em sociologia com especialização em urbanismo proporcionou a Vergara um olhar diferenciado ao fotografar habitações e (des)urbanização em Chicago, South Bronx , New Jersey, Detroit, Michigan, entre outras cidades americanas.

Por sua documentação fotográfica de favelas americanas e ambientes urbanos decadentes, foi comparado a Jacob Riis. Em 10 de julho de 2013 Vergara recebeu a National Humanities Medal do presidente Barack Obama em uma cerimônia na Casa Branca.

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Not Natasha

Not Natasha é o nome da série de fotografias tiradas pela fotógrafa Dana Popa de mulheres que se tornaram vítimas do tráfico sexual. Natasha é o apelido dado a mulheres com aparência da Europa Oriental que trabalham como prostitutas, um apelido odiado pelas mulheres vítimas do tráfico. As fotos são acompanhadas de depoimentos das vítimas que conseguiram sair dessa situação devastadora. Essa triste realidade é muito bem abordada no filme Para Sempre Lilya, onde uma jovem de 16 anos é seduzida por um homem que lhe promete uma vida melhor na Suécia, mas que na verdade é um traficante de mulheres. Com certeza é um dos filmes mais tristes que já vi, justamente por se tratar de uma realidade cruel, onde pessoas, majoritariamente mulheres, são submetidas à escravidão sexual.

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“Por que você tem que desenterrar meu passado novamente?”

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“Durante um ano e quatro meses, de 4 da manhã até o final da tarde, nós trabalhamos como escravas. E nunca nos pagaram um centavo. Coisas terríveis que eu não posso falar aconteceram a minha irmã.”

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“Meu futuro marido me vendeu por $2200″

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“Em Albania, no caminho para Itália, eu fui vendida. Eu escapei após 3 anos. Eu fiquei grávida de um dos traficantes e tive gemeos. Um deles está com tuberculose. Eu os amo…”

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“O cafetão tentou induzir um aborto pela administração de remédios, mas não funcionou. Então eu estava carregando um feto morto em meu útero por 2 meses. Eu fui ainda forçada a ter 3, 4 clientes por dia.”

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“Eu tinha apenas 12 anos. Eu não quero falar sobre isso.”

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