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Janine Niépce

Janine Niépce foi uma das primeiras foto- jornalistas da França. Começando sua carreira em 1946, ela viajou pela França registrando as mudanças na cultura francesa e o contraste entre a vida no campo, nas cidades e na capital. Em 1963, ela começou a fotografar ao redor do mundo , incluindo o Japão , Camboja , Índia, EUA e Canadá.
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Thomas Billhardt

Hoje me deparei pela primeira vez com o trabalho do fotógrafo Thomas Bilhardt e foi amor a primeira vista. E se você gosta de história e também nunca tinha visto o trabalho dele, vai se apaixonar como eu.

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Che Guevara fotografado por René Burri

Em 1963 o fotógrafo René Burri (Agência Magnum) acompanhou a repórter americana Laura Bergquist (Look Magazine) em uma viagem a Cuba para entrevistar o revolucionário argentino Che Guevara. Laura tinha conhecido Che em outubro de 1962 nas Nações Unidas, e pediu a Che para que ela pudesse visitar Cuba. Che concordou, sob a condição de Laura conseguir permissão do Pentágono ou da CIA para ir até o país latino.

René e Laura encontraram Che em seu escritório no Hotel Riviera, Havana. Na época, Che era ministro da indústria e diretor do Banco Nacional, braço direito de Fidel Castro. Durante o encontro, Che e Laura discutiram sobre situação de Cuba. De um lado, Laura mostrava o desgosto dos EUA com a Revolução, de outro, Che argumentava que a revolução tinha que acontecer, e como esse era o caminho certo para Cuba. Enquanto isso, René fotografava Che Guevara, que não posou nem uma vez para o fotógrafo.

De volta a Nova Iorque, Laura Bergquist teve seu encontro com Che publicado em mais de 16 páginas da revista Look (eu imagino quão tendenciosa deve ter sido essa publicação).

Após a morte de Che em 1967, as fotos tiradas por René Burri se tornaram bastante conhecidas. Uma, em especial ( a primeira, logo abaixo), se tornou uma das imagens mais icônicas do revolucionário. Segundo René, a imagem está espalhada por todos os cantos do México. Foi no México que Che e Fidel se encontraram pela primeira vez , em 1955, e a partir dali passaram a traçar os planos para a Revolução Cubana (♥).

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Informações via The Guardian e Rue 89. Fotos via Magnum.

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Tom Craig

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O fotógrafo inglês Tom Craig é dono de um portfólio bem interessante. As cores e as luzes se destacam em suas fotografias,  algumas vezes lembrando as cores características de fotografias tiradas com polaroid e outras vezes lembrando filmes da década de 1960.

Tom Craig é fotógrafo de moda, publicidade e jornalístico, tendo suas fotos publicadas na Vogue, Vanity Fair e Sunday Times, além de campanhas para Louis Vuitton e Mr. Potter. Sua colaboração mais antiga é com o escritor A. A. Gill, com quem viajou por 25 lugares diferentes do mundo.

Craig já conheceu mais de 100 países, e seu trabalho foi diretamente influenciado por essas viagens. Em 2010 foi lançado o livro Writing on the Edge, em que as fotografias de Craig tiradas em regiões devastadas pela guerra foram acompanhadas por ensaios escritos por Danny Boyle, Daniel Day-Lewis, entre outros.

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Scott Schuman entrevista Steve McCurry

Scott Schuman, o fotógrafo por trás do The Sartorialist, entrevistou o renomado fotógrafo da Magnum, Steve McCurry (que aliás, é uma das inspirações de Schuman, como dito no início da entrevista). McCurry conta que Cartier-Bresson é uma de suas influências no universo da fotografia, e que gostaria que seu trabalho fosse visto como uma documentação das mudanças pelas quais o mundo tem passado. A quarta parte da entrevista poderá ser vista no The Sartorialist amanhã. (sem legenda)


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Crianças de Bombaim por Dario Mitidieri

Dario Mitidieri passou um ano em Bombaim fotografando crianças de rua. As fotos tiradas por Dario foram publicadas num livro (disponível aqui) e mostram onde estas crianças vivem e dormem; como elas ganham dinheiro, sua interação com os adultos e entre si; abuso sexual e de drogas; perseguição policial; reformatórios e instituições e, finalmente, as alternativas colocadas à disposição dessas crianças por diversas ONG.

As fotos são também uma homenagem às crianças de rua em todo o mundo e um testemunho das contradições de suas vidas: inocentes vivendo nas ruas, crianças sem infância, que sobrevivem graças a sua capacidade de resistência e coragem.

(Ver também: Underage por Ohm Phanphiroj)

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China 1989

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Sem saber da presença do exército acima deles, um jovem casal hesita em deixar a relativa proteção de um viaduto durante o período conhecido como Massacre da  da Praça da Paz Celestial, na China. Neste período, as autoridades tentavam reafirmar o controle sobre a população que protestava contra o governo do Partido Comunista. (Mais informações Protesto na Praça da Paz Celestial em 1989)

Foto de Liu Heung Shing

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Gordon Parks e os afroamericanos da década de 1950

O fotógrafo americano Gordon Parks possui uma história fantástica. Vindo de uma família pobre, Gordon conseguiu vencer a pobreza e o preconceito e se tornar um dos melhores fotógrafos do século XX. Foi o primeiro fotógrafo negro a trabalhar para revista Life e a produzir filmes para grandes estúdios de Hollywood. Para ele, tirar fotografias era uma forma de lutar contra a pobreza, o racismo e todas as formas de injustiças sociais. E foi isso que Gordon fez durante toda sua vida. Suas fotos denunciavam a divisão latente entre negros e brancos nos Estados Unidos, o que serviu para abrir o olhos da classe média branca americana para também lutar contra essa divisão. Pelo seu ativismo, que se estendeu por vários países das Américas, inclusive o Brasil, Gordon teve pelo menos 3 escolas nomeadas em sua homenagem nos EUA.

Apesar de já ter falado sobre o trabalho de Gordon aqui, não poderia deixar passar essas fotos tiradas em 1956 sem comentá-las. As fotos mostram cenas do cotidiano de famílias negras dos Estados Unidos, e possuem uma beleza simples e cativante, que parecem narrar um dia de domingo.